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"It" em inglês: os usos que ninguém explica

Amanda ArrigoPor Amanda Arrigo2026-05-168 min de leitura
"It" em inglês: os usos que ninguém explica

Foto: Startup Stock Photos / StockSnap (CC0)

Você aprendeu que "it" é para coisa ou animal. Aí vê "it's raining", "it's five o'clock", "it's hard to say", "it takes two hours" e nada disso é coisa nem animal. Você começa a desconfiar que o "it" faz muito mais do que te contaram, e que é por isso que as suas frases às vezes soam incompletas.

O "it" é uma das palavrinhas mais usadas do inglês, e a maioria dos usos dela não aparece nas aulas de escola. Entender esses usos resolve um dos erros mais comuns do brasileiro, que é fazer frase sem sujeito. Neste post você vai ver cada uso do "it", com exemplos, e vai entender por que ele aparece onde em português não aparece nada. Bora lá?

O it básico: coisa, animal e ideia

Vamos começar pelo que você já conhece, só para deixar claro:

"I bought a new phone. It was expensive." Comprei um celular novo. Ele foi caro.

"Where's the cat? It's under the bed." Onde está o gato? Está debaixo da cama.

"I love this idea. It's brilliant." Adoro essa ideia. Ela é brilhante.

Repara que o "it" substitui qualquer coisa que não é pessoa: objeto, animal, ideia, situação. E é aqui que aparece o primeiro erro do brasileiro: usar "he" ou "she" para objeto, porque em português tudo tem gênero. "The car, she is fast" não existe. É "it is fast".

Dica: animal de estimação com nome pode ser "he" ou "she" ("This is Max. He's three."). Animal em geral, sem nome, é "it".

O it que a frase precisa para existir

Aqui está o ponto mais importante do post. Em inglês, toda frase precisa de sujeito. Em português, a gente pode dizer "está chovendo", "é tarde", "é difícil", sem sujeito nenhum. Em inglês, isso não pode. Quando não existe um sujeito de verdade, o "it" entra só para ocupar a vaga.

"It's raining." Está chovendo.

"It's late. Let's go home." É tarde. Vamos para casa.

"It's hard to explain." É difícil explicar.

"It's important to arrive early." É importante chegar cedo.

Repara que o "it" nesses casos não representa nada. Ele é só o sujeito gramatical. Tenho alunas que diziam "is raining", "is late", "is hard", sem o "it", e a frase soava cortada. Com o "it" na frente, tudo se encaixa.

O "it" que não significa nada é o "it" mais importante. Ele é a diferença entre uma frase em inglês e uma frase em português com palavras em inglês.

It para tempo, dia e data

"What time is it? It's half past three." Que horas são? São três e meia.

"It's Monday today." Hoje é segunda-feira.

"It's the fifth of May." É dia cinco de maio.

"It's already 2026. Time flies." Já é 2026. O tempo voa.

Hora, dia da semana, data, ano: tudo começa com "it's". Em português a gente diz "são três horas", no plural. Em inglês é "it is", singular, sempre. Não existe "they are three o'clock".

It para clima e temperatura

"It's sunny in Los Angeles." Está ensolarado em Los Angeles.

"It's freezing outside." Está congelante lá fora.

"It gets dark early in the winter." Escurece cedo no inverno.

Repara que "it gets dark" é "escurece". O "it" segura o verbo "get" e a frase fica completa. Sem ele, "gets dark early" parece pedaço de frase.

Dica: sempre que a frase em português começar com o verbo (está, é, faz, leva, escurece), pergunta: qual é o sujeito? Se não tiver, é "it".

It para distância e tempo de duração

Esse uso é dos mais úteis para viagem:

"It's about ten miles from here to the airport." São uns dezesseis quilômetros daqui até o aeroporto.

"How far is it to the beach? It's a five-minute walk." Que distância é até a praia? São cinco minutos a pé.

"It takes two hours to get to Boston by train." Leva duas horas para chegar a Boston de trem.

"It took me a week to finish the book." Levei uma semana para terminar o livro.

Repara na estrutura "it takes + tempo + to + verbo". É a forma de dizer quanto tempo algo leva, e ela sempre começa com "it", mesmo quando em português a gente começa com "eu levei". "It took me", não "I took me".

It em expressões que você vai usar todo dia

Algumas frases fixas com "it" aparecem em toda conversa. Vale guardar do jeito que são:

"It doesn't matter." Não importa.

"It's up to you." Você decide. / Depende de você.

"It's worth it." Vale a pena.

"It depends." Depende.

"That's it!" É isso! / Pronto!

"I can't help it." Não consigo evitar.

"Take it easy." Vai com calma.

Olha, "it's worth it" tem dois "it": o primeiro é o sujeito vazio, o segundo é a coisa que vale a pena. "It's up to you" é uma das minhas favoritas para conversa de viagem, quando alguém pergunta o que você quer fazer e você quer deixar a pessoa escolher.

Dica: "That's it" serve para encerrar qualquer coisa: uma explicação, um pedido no restaurante ("That's it, thanks"), uma lista. Curta e universal.

O it que antecipa uma ideia

Um último uso, mais avançado, mas muito comum: o "it" vem no começo, e a ideia real vem depois, com "that" ou com "to".

"It's true that she moved to Chicago." É verdade que ela se mudou para Chicago.

"It seems that the flight is delayed." Parece que o voo está atrasado.

"It's nice to meet you." Prazer em conhecer você.

"It was great to see you again." Foi ótimo ver você de novo.

Repara que "it seems that", "it's true that", "it's nice to" seguem o mesmo molde. Você pode trocar o adjetivo (nice, great, hard, easy, important) e o resto da frase, e o "it" fica sempre lá na frente segurando tudo.

O padrão por trás de tudo

Repara que o "it" tem dois trabalhos: representar algo que não é pessoa, e ocupar o lugar de sujeito quando a frase não tem um. O segundo trabalho é o que ninguém explica, e é o que resolve o "está chovendo", o "é tarde", o "leva duas horas", o "é difícil". Sempre que a frase em português começa pelo verbo, o inglês começa por "it".

Hoje, pega dez frases do seu dia que começam com verbo em português ("é cedo", "está quente", "leva meia hora") e coloca em inglês com o "it" na frente. Em dez frases, o hábito se forma. O "it" não significa nada e significa tudo: é ele que deixa a sua frase inteira.

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#gramática#inglês#aprenderinglês
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